terça-feira, 5 de julho de 2016

MBP realiza a Exposição: Paisagens Culturais e Populações

O Museu da Bacia do Paraná (MBP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizou a abertura oficial da Exposição Paisagens Culturais e Populações: as fronteiras entre a informação e o entretenimento no Norte do Paraná (1950-2010). 

O evento foi na sexta-feira (29/06) às 19 horas, no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), local onde a exposição está montada.A mostra, que integra as atividades da 14ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), versa sobre os meios mais populares de acesso à comunicação e ao entretenimento em Maringá. Sobretudo nos últimos sessenta anos, período no qual surgiram empreendimentos no campo da informação que ofereceram suporte para o desenvolvimento dos primeiros jornais, revistas e emissoras de rádio e TV na cidade e região. Os artefatos em exposição integram o acervo do MBP e proporcionam o contato direto dos visitantes com elementos da cultura material, expressa em cartas manuscritas e equipamentos de radiodifusão, imprensa, televisão, telefonia fixa ou móvel. A proposta é que a percepção do desenvolvimento dos meios de comunicação provoque reflexões acerca das mudanças nas práticas costumeiras da sociedade local. Os interessados têm até 30 de setembro para visitar a mostra. O agendamento de grupos pode ser feito pelo fone 
(44) 3011- 4930.

Quem Somos

O Centro de Estudos das Artes e do Patrimônio Cultural (CEAPAC/UEM) é um Laboratório de Pesquisa, vinculado ao Departamento de História (DHI/UEM) e ao Mestrado em História (PPH/UEM) que tem por objetivo reunir docentes, discentes e demais interessados em desenvolver atividades acadêmicas e investigações no campo das artes e do patrimônio. Portanto, duas linhas de ação norteiam as principais diretrizes desse projeto, quais sejam as pesquisas centradas em problemáticas que envolvam os bens culturais e investigações sobre as manifestações artísticas emergentes no século XX, com ênfase no período que compreende 1950 - 1980, ocasiões nas quais a produção pictórica, teatral, audiovisual, musical e arquitetônica passou pelo redimensionamento de princípios estéticos e culturais relacionados às transformações sociais, políticas e econômicas pelas quais passou o Brasil e o mundo.
Cabe ressaltar que as linhas de pesquisa supracitadas se alinham à medida que a própria produção artística se insere no universo patrimonial e pode ser estudada a luz das políticas públicas, entre as quais se inclui as políticas preservacionistas inseridas em espaços museais abertos e fechados como, por exemplo, nas cidades históricas, parques, e cemitérios, e também, nos museus e memoriais reconhecidos como guardiões das mais diversas memórias e de práticas identitárias de segmentos sociais, etnias ou comunidades.
Esse recorte temático tornou-se possível, por um lado, mediante a abertura da pesquisa histórica para novos objetos, problemas e fontes. E, por outro, em decorrência do crescente reconhecimento da pluralidade cultural e da importância atribuída à preservação do patrimônio cultural (material e imaterial), patrimônio artístico e paisagístico.